O Insurgente

Janeiro 3, 2008

Anestesia mental

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:38 am

Jorge Coelho, ontem no programa ‘Quadratura do Círculo’, afirmou sobre a nova lei do tabaco, que as pessoas se habituam e depois nunca se queixam. Como exemplo, deu o não se poder fumar nos aviões. Na altura, ia ser o caos. Como conseguiria quem fuma fazer viagens tão longas sem ‘puxar’ de um cigarro? Agora, é tudo normal. Jorge Coelho é impagável e esquece-se que o homem se habitua a tudo. É, aliás, um animal de hábitos. Habitua-se a deixar de fumar, a deixar de beber, a viver em casas frias. A aguentar empregos chatos, casamentos falhados, a ouvir amigos chatos sem dar ar de enfado. Habitua-se a coisas muito piores: A matar; a conduzir vizinhos para os campos de concentração; a mentir; a roubar e por aí fora.

Habitua-se, lentamente, a deixar de ser livre. Sem se dar conta, vai-se habituando, pelo que o argumento do hábito é, não só triste, como também perigoso. Um raciocínio de quem, como Jorge Coelho fala muito, numa fala redonda que não diz nada. Coelho é chato, monótono, enfadonho, fraco, aproveita sempre para saudar um amigo quando devia era dar a sua opinião. É um bajulador que nos adormece; adormece o sentido critico dos outros, porque tudo está bem, tudo é aceitável.

Lentamente, Jorge Coelho reduz-nos à insignificância de quem não pensa. Porque não o substituir por António Barreto?

12 Comentários »

  1. “Lentamente, Jorge Coelho reduz-nos à insignificância de quem não pensa. Porque não o substituir por António Barreto?”

    Outra boa escolha seria Medeiros Ferreira. Jorge Coelho foi realmente uma péssima escolha.

    Comentário por Miguel — Janeiro 3, 2008 @ 11:45 am

  2. quero desejar ao autor e a TODOS os leitores deste blogue um ano 2008 com muita saúde, emprego e muita PAZ entre TODOS e que TODOS consigamos uns de uma maneira outros de outra ajudar Portugal na procura da tão desejada retoma económica e social.

    Comentário por luis silva — Janeiro 3, 2008 @ 12:35 pm

  3. Lentamente, constróem-se barras e gaiolas aos quais o homem se vai habituando, até que um dia qualquer desejo de liberdade e vontade própria estão para além da memória ou do desejo…

    Comentário por ulaikamor — Janeiro 3, 2008 @ 2:34 pm

  4. Sim. Medeiros Ferreira seria outra excelente escolha.

    Comentário por André Abrantes Amaral — Janeiro 3, 2008 @ 3:14 pm

  5. Excelente post.

    Comentário por B4rgeld — Janeiro 3, 2008 @ 5:30 pm

  6. “Outra boa escolha seria Medeiros Ferreira. Jorge Coelho foi realmente uma péssima escolha.”

    Eu acho que foi uma excelente escolha.
    Depois de ler o que vem hoje na imprensa, pode ser que seja substituído pelo Ferro Rodrigues a médio-prazo.

    Comentário por B4rgeld — Janeiro 3, 2008 @ 5:32 pm

  7. “Porque não o substituir por António Barreto?”
    Era bom, era, André, mas o Pai Natal já voltou para o Pólo Norte há alguns dias. (E, como “quem se mete com o PS leva”, imagina os “telefonemas” para a redacção da SIC, se esse cenário que imaginas se tornasse realidade.)

    Comentário por CMF — Janeiro 3, 2008 @ 6:14 pm

  8. António Barreto, please, please…

    Comentário por Ana Vasconcelos — Janeiro 3, 2008 @ 7:01 pm

  9. António Barreto, please, please…

    Comentário por Ana Vasconcelos — Janeiro 3, 2008 @ 7:01 pm

  10. [...] Anestesia mental. Por André Abrantes Amaral. Jorge Coelho, ontem no programa ‘Quadratura do Círculo’, afirmou sobre a nova lei do tabaco, que as pessoas se habituam e depois nunca se queixam. Como exemplo, deu o não se poder fumar nos aviões. Na altura, ia ser o caos. Como conseguiria quem fuma fazer viagens tão longas sem ‘puxar’ de um cigarro? Agora, é tudo normal. Jorge Coelho é impagável e esquece-se que o homem se habitua a tudo. É, aliás, um animal de hábitos. Habitua-se a deixar de fumar, a deixar de beber, a viver em casas frias. A aguentar empregos chatos, casamentos falhados, a ouvir amigos chatos sem dar ar de enfado. Habitua-se a coisas muito piores: A matar; a conduzir vizinhos para os campos de concentração; a mentir; a roubar e por aí fora. [...]

    Pingback por blogue atlântico » Blog Archive » Um animal de hábitos — Janeiro 3, 2008 @ 7:25 pm

  11. muito bem.

    Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Janeiro 3, 2008 @ 8:32 pm

  12. [...] mas pelo menos a “Quadratura do Círculo” irá perder o seu elemento mais “chato, monótono, enfadonho [e] fraco”. O substituto não será a melhor escolha mas mão deve ser difícil fazer melhor figura que o seu [...]

    Pingback por O preço do estatismo « O Insurgente — Abril 2, 2008 @ 12:01 pm

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