O Insurgente

Dezembro 19, 2007

Razão vs Emoção

Arquivado como: Economia, Portugal — BZ @ 1:28 am

A Juventude Popular apresentou argumentos contra a existência do Salário Mínimo Nacional e o Daniel Oliveira discordou sem qualquer contra-argumento (links via Blasfémias).

Suponho que socialistas não necessitam de argumentar. Têm do seu lado a irracionalidade emocional dos eleitores…

Leitura complementar: “Directores financeiros usam calculadoras!”

Adenda: Vital Moreira atemoriza os leitores com os perigos da liberdade contratual; custa-lhe perceber que a subida dos salários e/ou redução do horário de trabalho são consequência de ganhos de produtividade e não do “Direito do Trabalho”…

7 Comentários »

  1. [...] defende a existência do Salário Mínimo Nacional (SMN) deveria usar o que Poirot designa de [...]

    Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Razão vs Emoção (2) — Dezembro 19, 2007 @ 2:17 am

  2. «Custa-lhe perceber que a subida dos salários e/ou redução do horário de trabalho são consequência de ganhos de produtividade e não do “Direito do Trabalho”…»

    Não, BZ. A si é que lhe custa a perceber que é exactamente ao contrário. Por mais que a produtividade aumente, os salários nunca subirão e os horários de trabalho nunca serão reduzidos a menos que a relação política de forças a isso obrigue.

    Comentário por José Luiz Sarmento — Dezembro 19, 2007 @ 10:29 am

  3. “Por mais que a produtividade aumente, os salários nunca subirão e os horários de trabalho nunca serão reduzidos a menos que a relação política de forças a isso obrigue.”

    Significa isso que a maioria dos portugueses que recebe um salário acima do SMN tem fortes relações políticas???

    Comentário por BZ — Dezembro 19, 2007 @ 2:38 pm

  4. Não, não significa que têm fortes relações políticas. Significa que têm a medida exacta de poder negocial para ganharem o que ganham.

    Comentário por José Luiz Sarmento — Dezembro 19, 2007 @ 8:11 pm

  5. «custa-lhe perceber que a subida dos salários e/ou redução do horário de trabalho são consequência de ganhos de produtividade e não do “Direito do Trabalho”»

    Esquecem-se sempre de um pormenor: a distribuição dos ganhos da produtividade. Ela não é igualmente equitativa em todos os países.

    Comentário por Daniel Oliveira — Dezembro 20, 2007 @ 1:55 am

  6. relação política de forças = fortes relações políticas

    A desonestidade Intelectual que por aqui vai…
    Pobre país o nosso!

    Comentário por Jesus — Dezembro 20, 2007 @ 12:48 pm

  7. [...] defender por exemplo o fim do salário mínimo (que, já agora, nenhum partido defende, apenas na Juventude Popular se discutiu tal medida), não quer dizer que se acha bem o pagamento de determinado salário baixo [...]

    Pingback por É como Frei Tomás… « O Insurgente — Outubro 1, 2008 @ 12:04 am

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