Meltdown: The Predictable Distortion of Global Warming by Scientists, Politicians, and the Media. Por Patrick J. Michaels.
Cool It: The Skeptical Environmentalist’s Guide to Global Warming. Por Bjorn Lomborg.
Politically Incorrect Guide to Global Warming & Environmentalism, THE (Politically Incorrect Guides). Por Christopher C. Horner.
The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change. Por Henrik Svensmark e Nigel Calder.
Unstoppable Global Warming: Every 1500 Years. Por Fred Singer e Dennis Avery.
Desses livros há um que diz que o aquecimento global não está a acontecer, outro que diz que é causado pelo Sol e outro pelos Raios Cósmicos.
Decidam-se, amiguinhos.
Comentário por jazz — Outubro 15, 2007 @ 8:35 am
isso para não falar do Lomborg que diz que está a acontecer e é antropogénico.
que bonita salada russa
Comentário por toni — Outubro 15, 2007 @ 10:05 am
O B. Lomborg é da estatística…De facto, uma grande autoridade em questões de clima.
Comentário por Luís Marvão — Outubro 15, 2007 @ 10:28 am
“que bonita salada russa”
malhas que o “consenso científico” tece…
Luís, isso para não falar de nós todos que aqui andamos na companhia de um ex-futuro-presidente
Comentário por Helder — Outubro 15, 2007 @ 1:04 pm
“malhas que o “consenso científico” tece…”
para isso era preciso esses senhores serem cientistas ou publicarem artigos nas revistas cientificas da área, o que só acontece com os autores de um desses livros…
Comentário por toni — Outubro 15, 2007 @ 1:56 pm
«Desses livros há um que diz que o aquecimento global não está a acontecer, outro que diz que é causado pelo Sol e outro pelos Raios Cósmicos.
Decidam-se, amiguinhos.»
A que ponto desceu uma sociedade quando os seus membros acham que a verdade se estabelece por decreto? Estranhos anseios aparecem por toda a parte para que se estabeleçam novos consenços obrigatórios, tal como a biologia de Lisenko imposta pelo regime soviético.
Longe vão os tempos em que se considerava a realidade suficientemente complexa para que os homens com o seu frágil intelecto elaborassem teorias contraditórias e com paciência e perseverança ir-se-ia apurando as de maior valia.
Comentário por Mário — Outubro 15, 2007 @ 3:05 pm
O amigo Mário tem nos seus posts a capacidade de me fazer subir a mostarda ao nariz! (no bom sentido claro!)
O que eu acho que o Mário não percebe na forma de se fazer ciência ( não gosto da expressão, mas enfim) é que a crítica e a dúvida têm que estar sempre presentes, agora o que não podemos ter é o melhor dos mundos e achar que SÓ as nossas críticas é que são válidas.
O argumento de que somos limitados na nossa compreensão da realidade deturpa, desde logo, qualquer discussão possivel. O que quer que se faça então? Vamos adoptar uma postura mística?
A verdade não se estabelece por decreto na medida em que é sujeita ao escrutíneo da comunidade (cientifica, neste caso)- o Lisenko tinha a benese do Stalin que silenciou todos os outros que discordariam dele.
O aquecimento global, é o nome que se deu a uma teoria que tenta explicar alguns fenómenos (preocupantes) que se pensa serem causados pela industrialização do mundo.
O AAA, sistematicamente, lança posts que dão entender que o fenómeno não existe, ou melhor, tenta minimizar a questão. Está no seu direito.
Os artigos que produzem, os que discordam do aquecimento global, serão analisados e sujeitos à crítica (ciêntifica) da comunidade. Se os dados forem correctos e se verificar que é correcta a análise o AG cairá por terra.
Sinceramente não gosto da maneira como o AAA expõe a questão!
Acha que o nosso modo de vida não terá uma factura no planeta? Que o facto de termos envenenado quase toda a água e terras é de desprezar?
A nossa casa planetária é só uma, se a destruirmos, não há casa de praia onde nos refugiar!
Cumprimentos
Comentário por Daniel Azevedo — Outubro 15, 2007 @ 5:01 pm
a teoria de maior valia já foi apurada, mário. o teu problema é não gostar dela.
Comentário por toni — Outubro 15, 2007 @ 5:23 pm
Daniel Azevedo,
«O argumento de que somos limitados na nossa compreensão da realidade deturpa, desde logo, qualquer discussão possivel. O que quer que se faça então? Vamos adoptar uma postura mística?»
Não percebo como pode fazer essa leitura. Simplesmente falo da falta de humildade que reina nos tempos de hoje. Igualmente errado seria um excesso de humildade e achar que a ciência nada consegue descobrir e a devemos abandonar e voltar aos amuletos, aos totens e esculpir animais nas rochas.
«(…) agora o que não podemos ter é o melhor dos mundos e achar que SÓ as nossas críticas é que são válidas.»
Acho que tem passado ao lado do fulcro da questão. Pelo menos para mim não é uma questão dos “nossos” argumentos contra os “deles”. Eu, de minha parte, não tenho argumentos, não sou climatologista. Não sei se existe ou não aquecimento global, não sei se, existindo, tem origem antropogénica. Não sei se é possível reverter o putativo aquecimento global com a captura do CO2, por exemplo. Aliás, nem sei se o CO2 é responsável e, caso seja, se a produção humana do dito tem alguma relevância para a coisa. Não sei se os custos do combate ao AG (tive de me render ao acrónimo) se justificam face à oportunidade de combater outros problemas. E não sei mais uma data de coisas.
Agora não sei mas também não tenho raiva de quem sabe. Gostaria realmente de saber e para isso gostaria de ver um debate franco em que todos os pontos de vista fossem avaliados imparcialmente e não existissem pressões para chegar a um consenso. E isso não acontece. Começa logo por a lista das minhas dúvidas anteriores geralmente nem estar em cima da mesa. Em especial, a comunicação social dá para aí 1% do tempo aos cépticos e 99% aos defensores da existência do AG. Esta distorção tem repercussões nas democracias, que dão pouca importância à verdade e toda à “opinião pública”. Os governantes ficam obrigados a financiar projectos de investigação no combate às AG, ou pelo menos fazer discursos nesse sentido. O mercado mobiliza-se no marketing contra o AG e o cepticismo torna-se tabu. Portanto, no meu ponto de vista, o fulcro da questão não é o debate de ideias mas a criação de condições para que ele exista. Como o fazer, não sei, mas compreendo, face a esta monstruosa distorção da realidade, a ironia e por vezes brutalidade com que possam os cépticos reagir.
«Acha que o nosso modo de vida não terá uma factura no planeta? Que o facto de termos envenenado quase toda a água e terras é de desprezar?»
O AG não é uma questão de poluição. O CO2 não é um veneno, é essencial à vida na Terra. Um dos problemas da histeria à volta do AG é precisamente ter abafado todos os outros problemas ambientais. Quem mostra preocupações sobre AG fica automaticamente isento de outras preocupações ambientais. É notório que desde que o AG ganhou relevo outras causas ambientais perderam importância, que é como quem diz, dinheiro, investigadores, militantes. Já ninguém se preocupa com a diminuição dos habitats, com a poluição a sério, com a extinção de espécies. O ambientalismo moderno é a total separação entre o discurso e a prática…
Comentário por Mário — Outubro 15, 2007 @ 5:54 pm
“a teoria de maior valia já foi apurada”
Pois. É esse o problema, ou melhor, um dos problemas. Ao contrário da fé maioritária, há quem não concorde que o tenha sido e, pior, os meios utilizados por demasiados dos seus promotores tresandam.
http://eaps.mit.edu/faculty/lindzen/Testimony/Senate2001.pdf (PDF)
http://www.oism.org/pproject/
http://www.technologyreview.com/Energy/13830/
podia continuar o dia inteiro…
Comentário por Helder — Outubro 15, 2007 @ 6:16 pm
Só mais um:
http://www.nasa.gov/vision/earth/lookingatearth/quikscat-20071001_prt.htm
Comentário por Helder — Outubro 15, 2007 @ 6:20 pm
Já agora só mais este:
http://www.ft.com/cms/s/0/c49c8472-767b-11dc-ad83-0000779fd2ac.html
Comentário por Helder — Outubro 15, 2007 @ 6:25 pm
Sobre este tema agora também globalmente quente, escrevi umas coisitas há uns tempos (http://fliscorno.blogspot.com/search?q=ursos), em particular sobre o documentário do Chanel 4 “The Great Global Warming Swindle” e a credibilidade de Tim Ball, um dos intervenientes nesse vídeo.
Por vezes (sempre?) importa pensar sobre a isenção de quem defende um ponto de vista, especialmente se este se apresentar formatado em forma de ciência.
Comentário por Raposa Velha — Outubro 15, 2007 @ 8:18 pm
“Por vezes (sempre?) importa pensar sobre a isenção de quem defende um ponto de vista, especialmente se este se apresentar formatado em forma de ciência.”
Antes do mensageiro importa pensar sobre a mensagem mas, já agora, esse raciocínio aplica-se também ao Inconvenient Truth e ao Hockey Stick ou só ao filme do Tim Ball?
Comentário por Helder — Outubro 15, 2007 @ 10:10 pm
A resposta está presente na própria citação. Sobre a precedência da mensagem sobre o mensageiro, outras considerações se levantariam.
Comentário por Raposa Velha — Outubro 15, 2007 @ 11:20 pm
“Desses livros há um que diz que o aquecimento global não está a acontecer, outro que diz que é causado pelo Sol e outro pelos Raios Cósmicos.
Decidam-se, amiguinhos.”
E se o “jazz” pensasse um bocadinho no seu próprio comentário?
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 16, 2007 @ 2:17 am
“Antes do mensageiro importa pensar sobre a mensagem mas, já agora, esse raciocínio aplica-se também ao Inconvenient Truth e ao Hockey Stick ou só ao filme do Tim Ball?”
Só aos “deniers” naturalmente. Não sabes que a Verdade já foi estabelecida (cientificamente) pelo sumo-sacerdote Al Gore?
Agora é tempo de silenciar os hereges e agir para “salvar o planeta”…
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 16, 2007 @ 2:28 am
Já agora, as palavrinhas do senhor Juiz Burton que tanta tinta têm feito correr:
“Al Gore’s presentation of the causes and likely effects of climate change in the film was broadly accurate.”
“Mr Downes produced a long schedule of such alleged errors or exaggerations and waxed lyrical in that regard. It was obviously helpful for me to look at the film with his critique in hand.
In the event I was persuaded that only some of them were sufficiently persuasive to be relevant for the purposes of his argument, and it was those matters - 9 in all - upon which I invited Mr Chamberlain to concentrate. It was essential to appreciate that the hearing before me did not relate to an analysis of the scientific questions, but to an assessment of whether the ‘errors’ in question, set out in the context of a political film, informed the argument on ss406 and 407. All these 9 ‘errors’ that I now address are not put in the context of the evidence of Professor Carter and the Claimant’s case, but by reference to the IPCC report and the evidence of Dr Stott.”
Este “broadly accurate”, contudo, nunca se aplicaria nem a 5 minutos do “the great global warming swindle” nem a metade dos livrinhos que têm para aí publicitados.
Comentário por jazz — Outubro 16, 2007 @ 8:53 am
«Este “broadly accurate”, contudo, nunca se aplicaria nem a 5 minutos do “the great global warming swindle” nem a metade dos livrinhos que têm para aí publicitados.»
E esta é uma verdade científica…
Comentário por Mário — Outubro 16, 2007 @ 10:46 am
[...] Global warming reading list Arquivado como: Ambiente, Economia, Internacional, Livros, Política — André Azevedo Alves @ 7:00 pm Parece-me uma boa altura para reeditar e actualizar a lista de recomendações de leitura sobre o aquecimento global: [...]
Pingback por Global warming reading list « O Insurgente — Junho 23, 2008 @ 7:00 pm