Não deixa de ser notável o à vontade com que pessoas (presumivelmente) ligadas à investigação científica celebram a politização da ciência e as mentiras de Al Gore.
Outubro 13, 2007
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Porque o que interessa, no final, não é a precisão científica, nem a verdade baseada em factos. O que interessa é conseguir apoio suficiente para mudar a mente o comportamento das pessoas, para que estas passem a viver duma forma mais “correcta”.
E não há quaisquer remorsos em fazê-lo porque os inimigos da humanidade são uns mentirosos muito maiores! E os motivos por que mentem são da maior maldade que existe neste mundo e se calhar no Universo.
Ao contrário, os eco-religiosos mentem pelo bem das pessoas e estão na realidade a fazer um serviço pelo bem da humanidade.
Comentário por ulaikamor — Outubro 13, 2007 @ 8:44 am
“At a conference on global warming this week in Potsdam, many scientists were openly rooting for Gore to win. The German government had invited 15 Nobel Prize laureates from a variety of disciplines to attend the event, including Rajendra K. Pachauri, the U.N. climate scientist whose panel shared the peace prize with Gore on Friday.
Gore has critics as well in Europe, including a man who filed a lawsuit in Britain objecting to the film, which is being sent to 3,500 schools in England and Wales. The judge in that case ruled this week that while the basic premise of the film was correct, Gore had made nine errors of scientific fact.”
Estes dois parágrafos foram tirados do Washington Post (v. link no fim deste comentário para o texto completo). Se estamos a falar de rigor científico e de verdade baseada em factos, podemos concluir desta notícia que Gore se sai muito bem, com quinze laureados Nobel a torcer por ele e com um tribunal (que presumivelmente ouviu especialistas convocados tanto pelos partidários como pelos adversários do filme)a decidir que “An Inconvenient Truth” está correcto nas suas premissas básicas apesar de se terem detectados nele nove erros de facto.
Nove erros? Só nove? A montanha pariu um rato. Com todo o escrutínio hostil a que o filme foi sujeito, o resultado obtido em tribunal é, segurem-se bem, nove erros factuais que não invalidam a premissa básica. É um simples documentário de divulgação, mas tomaram muitas teses académicas chegar a este nível de rigor.
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/10/12/AR2007101201763.html
Comentário por José Luiz Sarmento — Outubro 13, 2007 @ 4:21 pm
O laureado do prémio Nobel da Paz de 2007, Al Gore, foi o Vice-Presidente dos USA, que nas acções de guerra contra 8 países - Jugoslávia, Iraque, Somália, Haiti, Bósnia, Afeganistão, Sudão e Colômbia -, violou as seguintes 9 Leis da Comunidade Internacional:
Convenções de Hague
Pacto de Paris
Carta das Nações Unidas
Carta da Organização dos Estados Americanos
Tratado do Atlântico Norte
Convenções de Geneva
Princípios de Nuremberg
Acta Final da Conferência de Helsinquia
Protocolo Adicional das Convenções de Geneva de 1949
As Convenções de Hague (IV,1907): “É especialmente proibido o uso de veneno ou de armas com veneno; (b) Matar ou ferir traiçoeiramente … (e) Usar armas, projécteis ou materiais calculados para causar sofrimento desnecessário…” (Artigo 23). “Atacar ou bombardear, por qualquer meio, cidades, vilas, aldeias ou edifícios sem defesa é proibido.” (Artigo 25).
Houve dezenas de milhares de raids aéreos contra a Jugoslávia e o Iraque. Usaram munições radioactivas nos bombardeamentos contra a Jugoslávia, pondo em perigo civis e tropas, usaram bombas de fragmentação cujo único propósito é matar e ferir. Contra a Jugoslávia usaram ainda gás tóxico, minas de superfície, bombas com urânio, napalm, e outras armas químicas.
O Pacto de Paris (1928): Tornou ilegal as guerras agressivas e o seu desencadeamento um crime individual crime. Líderes nazis foram condenados à morte pelo tribunal de Nuremberg por terem violado.
As guerras de Clinton/Gore, foram todas agressivas, ataques não provocados contra povos estrangeiros.
Carta das Nações Unidas (1945): O primeiro propósito da ONU é “salvar gerações futuras do flagelo da guerra” (Preâmbulo). E de acordo com isso, “Todos os membros devem resolver as suas disputas internacionais por meios pacíficos” e “restringirem-se nas suas relações internacionais da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado …” (Artigo 2).
Clinton/Gore atacaram e embargaram repetidas vezes o Iraque porque o seu presidente não fazia o que queriam. Apresentaram um ultimato à Jugoslávia exigindo que a NATO ocupasse todo o país. Quando, como se esperava o ultimato foi rejeitado, devastaram o país, matando milhares de habitantes e ocupando a província do Kosovo. .
Carta da Organização dos Estados Americanos (OAS,1948): “Nenhum Estado ou grupo de Estados tem o direito de intervir, directa ou indirectamente, por qualquer razão nos assuntos internos ou externos de qualquer outro Estado [Artigo 15]…. O território de um Estado é inviolável; Não pode ser objecto, mesmo temporariamente de ocupação militar ou de qualquer outra medida de força tomada por outro Estado, directa ou indirectamente, sobre qualquer razão [Artigo 17].”
Para mudar o governo de Haiti, Clinton/Gore ameaçaram com a guerra e enviaram tropas que ocuparam o país.
Tratado do Atlântico Norte (1949): “As partem comprometem-se, conforme decretado pela Carta da ONU, a resolver quaisquer disputas internacionais em que possam envolver-se por meios pacíficos … e em evitarem nas suas relações internacionais da ameaça ou do uso da força em qualquer maneira inconsistente com os propósitos da ONU.” A força é apenas contemplada quando uma nação membro é atacada.”
Ao violarem a Carta da ONU, Clinton/Gore violaram também o Tratado do Atlântico Norte. Converteram a NATO de uma organização defensiva numa organização ofensiva e juntaram-se para atacar, destruir e conquistar um pequeno país.
Convenções de Geneva (1949): “Hospitais civis … não podem em qualquer circunstâncias ser objecto de ataque mas devem ser sempre respeitados e protegidos pelas partes em conflito.”
Hospitais, incluindo maternidades, foram atacados na campanha de terror de Clinton/Gore-NATO contra o povo Jugoslavo.
Princípios de Nuremberg (Adoptados pela Assembleia Geral da ONU,1950): O facto de uma pessoa que cometa um crime sob a lei internacional actuar como chefe de Estado ou como funcionário do governo que cumpre ordens “não o isenta de responsabilidade sob a lei internacional.” Crimes contra a paz incluem “Planeamento, preparação, iniciação ou desencadeamento duma guerra de agressão ou de uma guerra em violação de tratados internacionais, acordos ou garantias.” Os crimes de guerra incluem “homicídio, destruição indiscriminada de cidades, aldeias ou vilas, ou devastação não justificada por necessidade militar.” A cumplicidade no cometimento de um crime contra a paz ou num crime de guerra é ela própria um crime.
Todos os crimes enumerados contra a paz e todos os crimes de guerra foram cometidos por Clinton/Gore, subordinados e cúmplices da NATO.
Acta Final da Conferência de Helsínquia (ou Conferência de Segurança e Cooperação na Europa,1975): É afirmado o respeito pela igualdade da soberania, a inviolabilidade das fronteiras, a resolução pacífica das disputas, a não-intervenção nos assuntos internacionais e o evitar a ameaça ou o uso da força.
Todas estas provisões foram violadas nos actos de agressão de Clinton/Gore.
Protocolo Adicional das Convenções de Geneva de 1949 (1977): Exigindo a protecção dos civis de operações militares, proíbe (1) ataques a civis; ameaças ou execução de violência destinada a espalhar terror entre a população, e (2) lançamento de ataques indiscriminados que prejudiquem civis ou alvos civis bem como alvos militares. As violações “devem ser consideradas como crimes de guerra” (Artigos 51 e 85).
Durante 2 meses e meio na Primavera de 1999, ataques indiscriminados de mísseis e incursões de bombardeiros atingiram civis e alvos civis na Jugoslávia. Muitos milhares de civis Iraquianos foram mortos em bombardeamentos ordenados por Clinton/Gore.
Comentário por Margarida — Outubro 13, 2007 @ 4:53 pm