Com a clareza de raciocínio e o rigor que o caracterizam, o LA-C escreveu um excelente post sobre o tema: Corporativismo médico.
Assim sendo, a actual, e futura, escassez de médicos só pode ser resolvida de duas formas. (1) Abre-se (ainda mais) a profissão a médicos estrangeiros. Com certeza que entre polacos, checos, espanhóis, ucranianos e russos (entre outros) será possível encontrar médicos competentes que permitam colmatar as nossas falhas. (2) Aumenta-se o número de vagas de medicina no ensino superior. De preferência permitindo a abertura de mais cursos e não recorrendo aos actuais que, possivelmente, já estão perto do seu limite. (Esta última solução tem um problema: alunos que entrem agora no Ensino Superior nem daqui a dez anos terminaram a sua formação.)
Já agora, há algum motivo especial para, com tanta procura, não haver nenhuma universidade privada que ofereça o curso de medicina? Haverá alguma explicação corporativa que explique esta óbvia esquisitice do mercado?
Leitura complementar: A falta de médicos em Portugal e o Serviço Nacional de Saúde.
Uma ideia tão boa logo quando a Uni fechou.
Se puserem os lavadores de chão a servir de médicos ficaremos mais bem servidos do que com médicos das universidades privadas. Sempre têm experiência do que é um doente.
Porque será que alunos brilhantes entram em Medicina e chumbam logo no 1º ano? Quem já passou por lá sabe a resposta. Outros propoem tratar-nos da saúde com métodos que nem ao próprio automóvel aplicam: recorrer a pessoal “qualificado” em empresas de sucata.
Precisamos de cuidados de saúde liberalizados e não de médicos com formação liberal.
Comentário por Mjp — Outubro 11, 2007 @ 11:08 pm