O Insurgente

Agosto 11, 2007

Mais analfabetismo bloquista

Arquivado como: Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 8:39 pm

O Zé faz faltaNo Gente de Lisboa:

A criação de rendas controladas em 25% dos novos projectos de construção e reabilitação imobiliária está a criar um ruído na blogosfera digno de nota.
O Insurgente e companhia limitada (literalmente limitada) escrevem sobre uma supostamente negativa deturpação que esta medida criará no mercado imobiliário. Segundo estes senhores os interesses dos empreiteiros e construtores civis estam [sic] não só de acordo com os princípios de planeamento urbanístico como também estam [sic] em plena sintonia com as necessidades dos cidadãos lisboetas. Segundo estes senhores o mercado funciona “naturalmente” a favor dos cidadãos (que estranhamente trocam Lisboa por dormitórios mais em conta). Segundo os mesmos senhores esta é a única razão por cidades como Nova Iorque e Paris terem o m2 mais caro do mundo… ou será que é pelo simples facto de os terrenos se terem valorizado progressivamente?!

12 Comentários »

  1. -E será que o Zé não oferece também umas lições de português a alguns dos seus correligionários? Habitação a custos contolados? Ok, para quem? Para amigos? Quem as paga? Mais uma vez os contribuintes?

    Comentário por António de Almeida — Agosto 11, 2007 @ 9:02 pm

  2. E Lisboa deserta o que significa? Que o preço de mercado está acima do preço de equilíbrio. Logo, há duas opções: deixar o mercado ajustar-se (com fé, uma vez que até aqui não se ajustou) ou corrigir os preços, forçando o equilíbrio. Quem elegeu a vereação não foram os empreiteiros, foram os lisboetas. Que há de tão errado em defender os interesses dos lisboetas?

    Comentário por J Lopes — Agosto 11, 2007 @ 10:23 pm

  3. Esta medida vai ser excelente, 20% das habitações de Lisboa vão passar a estar ocupadas…

    Se o Zé prometesse obrigar os empreiteiros a dar casas aos lisboetas, tenho a certeza que estes ainda o elegiam com mais votos… E como alguém tentou aqui transmitir, não havia mal nenhum nisto, pois defendia os interesses dos lisboetas. Faltava era saber quais os lisboetas que viam os seus interesses defendidos. Tendo em conta os resultados do Zé, 20% deve chegar e sobrar para proteger os interesses dos interesses daqueles que votaram nele.

    Comentário por Rui Carlos Gonçalves — Agosto 11, 2007 @ 10:40 pm

  4. ai, ai, se fosse só a questão gramatical que vos preocupasse!

    Comentário por André DE Azevedo DE Abrantes DE Alves DE Amaral — Agosto 12, 2007 @ 12:29 am

  5. Lisboa esta definando transformada num imenso escritório rodeado por vilas dormitório.

    A primeira conclusão honesta que se pode fazer disto é que o mercado não está a funcionar no interesse dos cidadãos.

    O que é vulgar acontecer. Actualmente há um endeusamento do mercado como se o mercado resolvesse todos os problemas. O que é claro não acontecer.

    Assim, medidas deste tipo têm toda a lógica.

    Comentário por O Raio — Agosto 12, 2007 @ 2:04 am

  6. O Raio diz:
    12 de Agosto de 2007 às 2:04 am
    “Assim, medidas deste tipo têm toda a lógica.”

    Pois têm. Já em 1975, com as ocupações, disseram o mesmo. E depois foi o que se viu. Grandes negociatas por alguns dos “ocupadores”, para quem o dinheiro não tinha valor, desde que fosse o dinheiro dos outros. Quando lhes tocava a eles já queriam recebem indemnizações para devolver o que tinham roubado.

    Tal como o Mugabe também está cheio de razão quando manda para a prisão todos os que não vendem abaixo do preço de custo.
    E resulta em cheio… enquanto os stock duram e não é preciso repor a mercadoria. É o verdadeiro socialista :)
    Força, força camarada Costa, o BE será a tua muralha de aço! ;)

    Comentário por Doe, J — Agosto 12, 2007 @ 10:22 am

  7. A primeira conclusão honesta que se pode fazer disto é que o mercado não está a funcionar no interesse dos cidadãos.(…) Actualmente há um endeusamento do mercado como se o mercado resolvesse todos os problemas. O que é claro não acontecer.

    Corolário d’O Raio: como não tenho poder de encaixe num mercado que não me corre de feição, o melhor é tornear o mercado no qual não acredito através da extorsão ou fraude. Extorsão, por poder coercivo da câmara, ou fraudes inevitáveis que vão ocorrer para determinar quem serão os 20% de privilegiados.

    Certo, visto não acreditar no mercado, a melhor recomencação que lhe dou é abster-se de participar nele. Prescinda assim de comprar casa, ou transaccionar um produto, seja ele qual for. Se conseguir viver bem assim, diga-me. Eu estaria muito interessado em viver num mundo onde posso viver sem ter de me preocupar com dinheiro.

    Comentário por Filipe Melo Sousa — Agosto 12, 2007 @ 12:29 pm

  8. Caro Filipe Melo Sousa:

    Há uma grande diferença entre viver sem mercado e viver sem regulação do mercado, não acha? É as mesma diferença que haveria entre viver sem leis da natureza e viver sem tecnologia…

    Comentário por José Luiz Sarmento — Agosto 12, 2007 @ 8:48 pm

  9. February 7, 2007
    “The central bank’s latest response to these problems, announced this week, was to declare inflation illegal. From March 1 to June 30, anyone who raises prices or wages will be arrested and punished.”

    http://tinyurl.com/33vjmo

    A regulação que faz falta! :)

    Comentário por Doe, J — Agosto 12, 2007 @ 10:17 pm

  10. Pergunta que apetece fazer: quando o Zé (ou qualquer membro do seu clube de fãs), ou o Tó, quiser vender a sua casa eu também posso decidir que ele a deve vender a preço de custo (mesmo no caso de existirem compradores dispostos a pagarem por ela um preço superior a esse) ?

    Comentário por AS — Agosto 12, 2007 @ 11:55 pm

  11. “Pergunta que apetece fazer”

    Claro que não. A hipocrisia de esquerda sempre foi consistente :)
    O capitalismo chinês é “selvagem”. O comunismo chinês é um “exemplo de civilização”.
    A extrema direita é um perigo para a democracia. A extrema esquerda uma meta.
    Os mortos pelo nazismo foram uma catástrofe. Os mortos do comunismo foram um equivoco histórico.
    O PCP é possuidor de um património imobiliário nada desprezível. A redistribuição cabe aos outros.
    As Câmaras Municipais são um dos grandes factores no encarecimento de preços ao prolongarem por muitos anos as aprovações ou indeferimentos dos processos e nunca clarificando as regras para aprovação. Os poderzinhos nas assinaturas são uma fonte de rendimento particular nada desprezível. Os especuladores são os outros.

    E, já agora, finaliza-se com mais um exemplo “fresquinho” da hipocrisia institucional reinante:

    Despejo imediato das casas do Estado
    “De acordo com o novo diploma, que, segundo uma fonte governamental, é “a maior reforma feita nos últimos 30 anos no sector imobiliário”, o Estado “pode denunciar os contratos de arrendamento antes do termo do prazo ou da sua renovação sem dependência de acção judicial, por motivos de interesse público”. Ou seja, o processo correrá apenas a nível administrativo.”
    http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=253723&idselect=11&idCanal=11&p=200

    Os particulares que se enterrem nos tribunais pois assegurar a “paz social” cumpre-lhes a eles como privados. Não é para isso que pagam Impostos?

    Comentário por Doe, J — Agosto 13, 2007 @ 2:20 pm

  12. [...] muito pertinente questão do leitor AS, em comentário ao post Mais analfabetismo bloquista: Pergunta que apetece fazer: quando o Zé (ou qualquer membro [...]

    Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Mais analfabetismo bloquista (2) — Agosto 13, 2007 @ 10:36 pm

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