Na prática, esta ultra-demagógica medida que resulta da aliança entre António Costa e Sá Fernandes consiste em mais um (pesado) imposto sobre os 80% de empreendimentos novos que terão de suportar o custo do subsídio ao preço dos restantes 20%.
Teremos afinal mais um imposto sobre quem não pertence aos grupos politicamente favorecidos que terão acesso à habitação subsidiada e um factor adicional a contribuir para o encarecimento do mercado da habitação em Lisboa. Isto para além, claro, de um mais um fortíssimo incentivo à corrupção.
“consiste em mais um (pesado) imposto sobre os 80% de empreendimentos novos que terão de suportar o custo do subsídio ao preço dos restantes 20%.”
Seria convenite saber os detalhes dessa medida, mas parece-me que isso representaria um imposto sobre os proprietários de terrenos urbanizaveis em Lisboa (cujo valor de mercado deve ter descido um bocado esta tarde, com o anúncio desta medida).
Comentário por Miguel Madeira — Agosto 1, 2007 @ 3:35 pm
Caro AAA
Isto é um “fait divers” fruto da época que atravessamos e não é para levar a sério.
Eu acho que nem o “Zé” que propôs isto, seja tão tonto que ache possível a sua concretização.
Como é que se contabilizam essas vendas ?
Essas vendas entram na contabilidade geral da empresa em que rubrica ?
A CM Lisboa vai impor um POC às Construtoras ?
Mesmo que a Construtora tenha Contabilidade por Centros de Custos, num mesmo edifício vai ter de criar 2 centros de custos ?
O IRC vai ser contabilizadas apenas em 80% do valor da facturação ?
A CM Lisboa já tem poderes sobre a regulamentação dos impostos ?
O “dumping” é proibido a um supermercado e promovido nas construtoras ?
Num condomínio fechado de luxo, quem fica com os 20% de apartamentos a preço de custo eu já desconfio, mas haverá alguém para comprar os outros 80% ?
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Comentário por Mentat — Agosto 1, 2007 @ 5:35 pm
André,
Por muito que lhe custe é assim, “o que tem que ser tem muita força”, recorrendo a uma máxima de Clarice Lispector.
A fugaz satisfação do André, pelo resultado obtido por Ruben de Carvalho, que teve mais votos do que Sá Fernandes, deu lugar ao desânimo: prevaleceu a aliança com Sá Fernandes, apesar dos dois vereadores eleitos pela CDU. E estão à vista os primeiros frutos dessa aliança. Eu sei que o André não contava com isso, mas o be está no governo da cidade
Comentário por Luís Marvão — Agosto 1, 2007 @ 5:49 pm
E então? Isso não invalida que medida continue a ser completamente idiota.
Comentário por Miguel — Agosto 1, 2007 @ 5:57 pm
“Eu sei que o André não contava com isso, mas o be está no governo da cidade…”
E eu acho muito bem.
Sempre ouvi dizer que certas chagas se curam com o pelo do mesmo cão…
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Comentário por Mentat — Agosto 1, 2007 @ 5:58 pm
…e apenas reforça os avisos que fazemos acerca da extrema-esquerda.
Comentário por Miguel — Agosto 1, 2007 @ 5:58 pm
“Isto é um “fait divers” fruto da época que atravessamos e não é para levar a sério.”
Disseram todos antes de serem expropriados, roubados, assassinados. Nunca substimes uma burocracia.
Quanto ao resto é o caminho para América Latina que o País - e a Europa- já vem manifestando há algum tempo.
Mais um Ataque á Liberdade.
Comentário por lucklucky — Agosto 1, 2007 @ 6:53 pm
Com 5% e os Media o BE conseque ter mais influência que o PSD para mudar o Status squo e isso é que interessa.
Comentário por lucklucky — Agosto 1, 2007 @ 7:58 pm
O BE é “governo”… eh , eh , eh…
Como extra a tal situação só mesmo a “legalização” pela PGR do canudo do Pinto de Sousa…
Comentário por Miles — Agosto 1, 2007 @ 8:15 pm
A propósito, a Bulgaria anunciou flat tax de 10% para 2008…
Comentário por lucklucky — Agosto 1, 2007 @ 8:17 pm
“A fugaz satisfação do André, pelo resultado obtido por Ruben de Carvalho, que teve mais votos do que Sá Fernandes, deu lugar ao desânimo: prevaleceu a aliança com Sá Fernandes, apesar dos dois vereadores eleitos pela CDU.”
Confesso que não percebo a ligação…
Comentário por André Azevedo Alves — Agosto 1, 2007 @ 9:45 pm
[...] obrigado ao leitor lucklucky pela [...]
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[...] Como se depreende do currículo profissional de António Costa, a mais básica literacia económica é algo que lhe parece escapar. [...]
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