O Insurgente

Julho 12, 2007

Negra esperança

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — André Abrantes Amaral @ 5:43 pm

Sou demasiado optimista. A contrário do Paulo, julgo que os maus resultados do PSD e do CDS, no próximo Domingo, podem ser uma excelente oportunidade para mudar. Há muito tempo que a direita é socialista. Sempre entre projectos e ideias com o Estado como actor principal. Dizer isto hoje é um lugar comum, mas não o era há dois anos. Com a derrota nas legislativas, poderemos estar a assistir a uma renovação liberal da direita. Com a derrota no referendo sobre o aborto, a direita conservadora poderá ser forçada a rever alguns pontos de vista, conforme o ensaio que escrevi com o Adolfo Mesquita Nunes na Revista Atlântico. Agora, a derrota em Lisboa, é um bom pretexto para se pensarem as políticas da cidade (que espero ter oportunidade de desenvolver brevemente) e, daqui a dois anos, surgirem com uma nova forma de encarar Lisboa e os seus habitantes. Confiar nas pessoas, nas suas capacidades empreendedoras e dar-lhes poder. Os tempos podem ser negros. Mas são de esperança também.

10 Comentários »

  1. Confesso que não tenho nem especial «pena», nem tal me causa preocupação. Mas não partilho do teu optimismo, André, pois diz-nos a experiência nacional e internacional, que de uma forma geral, os partidos em dificuldades de liderança tem geralmente tendência a imitar ou procurar líderes e estilos de liderança semelhantes áqueles que vêem ter sucesso. Ou seja, os líderes da oposição geralmente renovam-se «colonando« o líder da maioria, com retoques e diferenças, é certo. Mas ainda assim, bastante parecidos e dentro da mesma linha.
    Há excepções, como Tatcher, Clinton, Sarkozy, mas pouco mais.

    Comentário por Gabriel Silva — Julho 12, 2007 @ 11:02 pm

  2. 1% para Telmo pois só assim correremos com a Caeiro do CDS!

    No CDS não podem estar admiradores de arrais gays!

    Comentário por Libertas — Julho 13, 2007 @ 12:40 am

  3. -Marques Mendes que se vá preparando, aproxima-se a noite das facas longas!…

    Comentário por António de Almeida — Julho 13, 2007 @ 12:50 am

  4. Pode ser que,com um banho gelado,acordem.

    Comentário por Cristina Ribeiro — Julho 13, 2007 @ 1:13 am

  5. “Com a derrota no referendo sobre o aborto, a direita conservadora poderá ser forçada a rever alguns pontos de vista, conforme o ensaio que escrevi com o Adolfo Mesquita Nunes na Revista Atlântico.”

    Hum? Será forçada a rever que pontos de vista?

    Comentário por HO — Julho 13, 2007 @ 3:20 am

  6. Esperança de quê?
    Daqueles 12 “artistas” (ou aspirantes a) que têm ali na sondagem à direita viu algum dizer a verdade mesmo que por distracção?
    Algum mencionou os 11.000 funcionários da CML e mais os não se sabe quantos das Empresas Municipalizadas?
    E que, apesar desta multidão ou por causa dela, nada funciona em tempo útil ou se prevê que o venha a fazer.
    E que a única ideia que conseguiram passar foi a perspectiva de aumentarem ainda mais os custos de funcionamento até não sobrar cá ninguém para os pagar só para, como de costume, mostrar a fantástica “obra” que irá assegurar a reeleição daqui a 2 anos, no fim de contas a única coisa que realmente lhes importa?
    Esperança de quê?

    Comentário por ZeX — Julho 13, 2007 @ 6:40 am

  7. “Hum? Será forçada a rever que pontos de vista?”

    Já para não dizer: qual direita conservadora? :)

    Comentário por André Azevedo Alves — Julho 13, 2007 @ 12:14 pm

  8. É uma pergunta interessante André. Por exemplo eu não te considero pertencente à direita conservadora. Aliás, eu não sou conservador, mas votei ‘não’ do referendo.

    Comentário por André Abrantes Amaral — Julho 13, 2007 @ 4:03 pm

  9. “É uma pergunta interessante André. Por exemplo eu não te considero pertencente à direita conservadora.”

    Eu também não me considero. Mas a minha pergunta ia mais no sentido de não ver praticamente direita conservadora nenhuma em Portugal (ainda menos do que liberais). O que vejo é muita gente confusa. :)

    Comentário por André Azevedo Alves — Julho 13, 2007 @ 4:56 pm

  10. “Eu também não me considero. Mas a minha pergunta ia mais no sentido de não ver praticamente direita conservadora nenhuma em Portugal (ainda menos do que liberais). O que vejo é muita gente confusa.”

    Se me deixarem, posso ser eu da direita conservadora confusa. O bom conservadorismo é sempre um bocado confuso - se fosse organizadinho, esquemático, lógico e principial seria outra coisa qualquer. O próprio Burke era acusado de ser confuso, instável e incoerente. Direita conservadora que se preze é sempre um bocado confusa e navega à vista, aqui ou na Papua. Eu vivo bem com isso.

    Comentário por HO — Julho 13, 2007 @ 5:11 pm

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