O Insurgente

Junho 21, 2007

“Estabelecimentos LGBT ou LGBT-friendly”

Arquivado como: Comentário, Cultura, Política, Portugal — André Azevedo Alves @ 2:51 pm

Arraial Pride 2007No site do 11º Arraial Pride:

O Arraial Pride contará com a participação de stands da responsabilidade de associações e colectivos LGBT e instituições de interesse social e humanitário bem como de estabelecimentos LGBT ou LGBT-friendly (bares, discotecas e restaurantes).

Seria curioso ver a reacção dos promotores e apoiantes do Arraial Pride se um qualquer bar, discoteca ou restaurante se declarasse estabelecimento heterossexual.

Suspeito que o mais provável era vermos o CDS-PP de braço dado com o BE a defender acções de formação “anti-discriminação” para os respectivos proprietários…

8 Comentários »

  1. Até concordo com este post. Apesar de bares LGBT normalmente se desenvolverem com tal não “por decreto” mas sim “por tradição”, por assim dizer. Se a maior parte dos clientes são LGBT, o normal é que o bar se torne LGBT-friendly.
    Só acho uma pena que por estes lados se passe mais tempo a atacar a anti-discriminação do que a combater a discriminação.

    Comentário por Joao — Junho 21, 2007 @ 3:38 pm

  2. “Só acho uma pena que por estes lados se passe mais tempo a atacar a anti-discriminação do que a combater a discriminação”

    Nem tanto… por aqui tenta-se combater a discriminação contra a propriedade privada e o direito de dela fazer o que bem se entender…

    Comentário por LT — Junho 21, 2007 @ 3:54 pm

  3. Caro André,
    É evidente que há discrimanações, aos mais diversos níveis, na nossa sociedade. É evidente que a cultura europeia luta contra essas discriminações. Acho contudo que o argumento apresentado não tem sentido. Não será necessário declarar os bares “opens” à cultura e à forma de estar na vida que é dominante. Mas já é necessário saber se eles são “frendly” de minorias como sejam os homosexuais, os negros ou mesmo os árabes por exemplo.

    Comentário por José F. — Junho 21, 2007 @ 4:39 pm

  4. Eu ainda sou do tempo em que os homossexuais apelavam à não discriminação, alegando que a conduta sexual era matéria privada e não tornava ninguém melhor ou pior.

    Comentário por Mário — Junho 21, 2007 @ 4:43 pm

  5. Eu ainda sou do tempo em que os homossexuais apelavam à não discriminação, alegando que a conduta sexual era matéria privada e não tornava ninguém melhor ou pior.

    Provavelmente são as mesmas pessoas que hoje não fazem reivindicação alguma. A esmagadora maioria das pessoas que vai estar no arraial vai para desfrutar de uma discoteca gay ao ar livre, sem pagar a entrada. Já que a câmara gastou o dinheiro, olha aproveita-se. Custos afundados não entram para análise. Mesmo assim, o evento não deverá reunir menos gays que a discoteca Lux num sábado à noite (mesmo em minoria, num ambiente misto), sem o subsídio de ninguém.

    Não tomem a infeliz intervenção de grupos minúsculos com apoio estatal pela opinião das pessoas que estas pretendem representar, mas que por algum motivo não têm interesse em filiar-se.

    Comentário por Filipe Melo Sousa — Junho 21, 2007 @ 5:52 pm

  6. [Correcção do anterior]


    Eu ainda sou do tempo em que os homossexuais apelavam à não discriminação, alegando que a conduta sexual era matéria privada e não tornava ninguém melhor ou pior.

    Provavelmente são as mesmas pessoas que hoje não fazem reivindicação alguma. A esmagadora maioria das pessoas que vai estar no arraial vai para desfrutar de uma discoteca gay ao ar livre, sem pagar a entrada. Já que a câmara gastou o dinheiro, olha aproveita-se. Custos afundados não entram para análise. Mesmo assim, o evento não deverá reunir mais gays que a discoteca Lux num sábado à noite (mesmo em minoria, num ambiente misto), sem o subsídio de ninguém.

    Não tomem a infeliz intervenção de grupos minúsculos com apoio estatal pela opinião das pessoas que estas pretendem representar, mas que por algum motivo não têm interesse em filiar-se.

    Comentário por Filipe Melo Sousa — Junho 21, 2007 @ 5:55 pm

  7. “Não tomem a infeliz intervenção de grupos minúsculos com apoio estatal pela opinião das pessoas que estas pretendem representar, mas que por algum motivo não têm interesse em filiar-se.”

    Caro Filipe,

    Pela minha parte, certamente que não tomo.

    Comentário por André Azevedo Alves — Junho 21, 2007 @ 9:16 pm

  8. “Nem tanto… por aqui tenta-se combater a discriminação contra a propriedade privada e o direito de dela fazer o que bem se entender…”

    Acho que vai a pena explicares melhor este frase.

    Não vejo como seja possível haver descriminação contra a propriedade privada!?!

    Comentário por incoerente — Junho 24, 2007 @ 2:09 pm

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