O Insurgente

Abril 1, 2007

O jogo da semana

Arquivado como: Colunas, Política, Portugal — Bruno Alves @ 10:52 pm

A Semana Política
25/03/07-31/03/07

Durante toda a semana, muitos aguardavam impacientemente pelo confronto. Diziam que era decisivo, e por isso a expectativa era grande. Como o leitor certamente já percebeu, tratava-se do Conselho Nacional do CDS/PP. É verdade que no Estádio da Luz estava em jogo o título nacional de futebol. Mas em Torres Novas, iria decidir-se algo que entusiasma milhões à volta do mundo: qual a forma como irá ser disputada a liderança do partido de Ribeiro e Castro e Paulo Portas.

A semana não augurava nada de bom. Se na Luz seriam de esperar alguns cartões amarelos e vermelhos, ninguém se espantaria se no CDS se passasse o mesmo. Maria José Nogueira Pinto já havia abandonado o partido. E tendo em conta o que se passara no desafio da primeira volta, talvez a coisa não ficasse por aí.

Para sorte de Paulo Portas, as directas acabariam por ser aprovadas. Para sorte de Ribeiro e Castro, não teve de aturar as discussões que se seguiram, pois optou por deixar Portas a falar com o seu Secretário-Geral, Borges de Freitas. Faltava ainda decidir quem iria organizar as eleições. Borges de Freitas, pretendendo que esta fosse entregue a alguém “acima de dúvida”, propôs o nome de António Lobo Xavier. Portas, talvez por não ter preocupações desse género, desejava e acabou por conseguiu impôr, o nome de João Rebelo, uma espécie de Jorge Coelho do portismo. O ex-líder do CDS/PP afirmou que não recusou Lobo Xavier, apenas lamentava não poder ter feito esse acordo devido à ausência de Ribeiro e Castro. Espantosamente, não só o o conseguiu dizer sem se rir, como o fez sem que ninguém lhe chamasse à atenção para a falta de vergonha na cara que evidenciou. Isso sim, foi verdadeiramente extraordinário.

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