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The World is Flat
Thomas Friedman The Globalized World in the Twenty-First Century Referenciado por José Manuel Moreira (ver post abaixo), este livro de Thomas Friedman (nenhuma relação com Milton e David D.) devia ter sido lido por Cavaco Silva e comitiva antes da visita ao polo tecnológico de Bangalore, porque sempre lhes pouparia alguns “espantos”— embora não pouco descabidos, face à estrutura politico-económica que caracteriza Portugal. O livro, indispensável para compreender o fenómeno da Globalização 3.0, é uma apaixonante análise do mundo globalizado, e um manifesto a favor da extensão do capitalismo aos países mais pobres. O tour de force é feito com a descrição do prodigioso progresso económico da Índia, China, e de todo o sudeste asiático de permeio, e de como o dinamismo da iniciativa privada nesses países aumentou a prosperidade dos indivíduos dos velhos mundos europeu e americano, e promete transformar as várias faces do mundo. |
Janeiro 16, 2007
The World is Flat
[ Thomas Friedman : wikipedia ; The World is Flat: Amazon.co.uk | wikipedia | Carnegie Council | MIT ]
4 Comentários »
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Para agradecer e concordar inteiramente com o destaque a este excelente livro do Tom F.
JMM
Comentário por jmmoreira — Janeiro 16, 2007 @ 10:03 pm
Caro Professor José Manuel Moreira,
Não tem nada que agradecer: eu é que lamento não estar inspirado para fazer uma review mais composta.
A parte descritiva do livro (uma boa metade) é por si inspiradora; mas merecem igualmente ponderação algumas ideias algo diferentes de um “cânone liberal” que temos defendido, porventura mais calibrado ao “nosso” “primeiro mundo” (noção que o autor contesta!). E, sobretudo, perturbou-me a reflexão de TF sobre as diferenças entre os mundos de 11/9 e de 9/11, e como a globalização está a ser eficientemente usada por quem a quer destruir…
Cumprimentos e obrigado,
António Amaral
Comentário por AA — Janeiro 17, 2007 @ 12:23 am
A observação a ser feita Thomas Friedman é que quando fala de ressentimento contra a globalização, o Ocidente ou contra os EUA, tal se deve ao ressentimento contra o mercado em si. Mas o cerne do ressentimento parte mais do intervencionismo do que do mercado em si.
Ou seja, parece que “mercado e comercio livre global” são sinonimos de inevitável presença politica e militar (com o argumento de defesa e outros mias iluministas, etc), chamemos soft-imperio (e algumas vezes hard-imperium).
Quer a defesa dos EUA quer os seus oponentes parte do principio que um e outro têm de se acompanhar mutuamente e quase confundir.
Como se só existesse globalização e os seus beneficios (para os defensores e maleficios detractores) porque a acompanhar essa globalização TEM de existir presença politica-diplomatica-militar global por quem é mais forte economicamente.
Assim, os detractores são contra a globalização economica por causa duma (aparente e falsa) ligação contra a globalização politica. E tal acontece porque muitos defensores também fazem essa ligação.
È um problema de ligar o capitalismo e comercio livre (que acaba mais por ser um livre muito regulado) ao conceito de imperio (soft ou hard).
E assim, o anti-império (acertado ou muito exagerado) confunde-se com o anti-comércio-livre, tal como muitos defendem o comercio livre dentro da logica do imperio. Estão bem uns para os outros.
Comentário por CN — Janeiro 17, 2007 @ 11:03 am
[...] Para além do conselho do António Amaral, outra leitura importante para evitar alguns “espantos” de Cavaco Silva na Índia teria sido este capítulo do Index of Economic Freedom, publicado há um ano atrás: [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Outros caminhos para a Índia — Janeiro 18, 2007 @ 10:29 pm