A presença de Salazar na lista de finalistas da votação “Grandes Portugueses” vai levantar um série de dilemas interessantes a quem comanda a RTP. Vale a pena recordar que Salazar não constava inicialmente da extensa “lista de sugestões” apresentada e que a gritante omissão só foi corrigida depois de ter gerado alguma controvérsia pública. Sendo certo que o incómodo do regime pós 25 de Abril com a figura de Salazar é ainda (ou cada vez mais?) notório, a verdade é que os vários desenvolvimentos relativos à votação apontam para que a margem de manobra existente pode ser mais limitada do que à primeira vista poderia ser de supôr.
Compreende-se assim que as vozes mais avisadas já recomendem, prudentemente, antídotos:
Se não lhe servir para mais, a leitura da obra pode constituir um antídoto à notícia sobre a eventual chegada de Salazar à lista dos dez mais votados no Concurso da RTP Os Grandes Portugueses. Eu sei que este tipo de votações diz-nos mais sobre o presente do que sobre o passado, mas nunca fiando…
olha os liberais….
liberdade acima de tudo…
vocês nao são facistas…
nada disso.
Comentário por The Observer — Dezembro 27, 2006 @ 2:12 am
tudo pela nação, nada contra anacão
Comentário por euroliberal — Dezembro 27, 2006 @ 8:02 am
Lembram-se das inenarráveis “Lições de Salazar” com que os putos aprendiam a gloriosa História de Portugal? Lembrei-me de um poeminha, muito ao jeito da didáctica do Estado Novo:
O Mestre André vai à escola
Não haver Salazar
Lamenta-se o Insurgente
Ai que azar
Diz o André
Ligeirinho e temente
Método e persistência
Disso não nos podemos queixar
Em Caxias e no Tarrafal
É só ver a consistência
Do Dr Salazar
No Ultramar deixou obra
Metódica e consistente
E agora o que sobra
É a merda do Insurgente
O maior dos maiores
Foi o Oliveira Salazar
E não fosse o Natal
Pensava que era o Portas
A brincar ao Carnaval
Comentário por Nenuco — Dezembro 27, 2006 @ 11:10 am
hehehe o segredo de polichinelo do fim de 2006
Comentário por AntónioCostaAmaral (AA) — Dezembro 27, 2006 @ 12:01 pm
“Polichinelo provém do latim ‘pullicenum’, «franguinho, pintinho», no sentido «pessoa a quem falta traquejo». A palavra, que entrou na nossa língua por via da variante francesa “polichinelle”, passou a equivaler a saltibanco, palhaço, títere, bobo”
Bem lembrado, “polichinelo” adapta-se muitíssimo bem ao Srs André, Claúdio e António.
Comentário por Nenuco — Dezembro 27, 2006 @ 12:34 pm
Geralmente o amor e o odio se misturam e produzem esse tipo de elogio rasgado…
Comentário por Patricia M. — Dezembro 27, 2006 @ 12:45 pm
Tem razão, amor. Eu amo você. E amo ainda mais Salazar!
Comentário por Nenuco — Dezembro 27, 2006 @ 12:51 pm
Ah, então é isso. Afinal, os insurgentes amam perdidamente o Fidel e o Chavez.
Comentário por Nenuco — Dezembro 27, 2006 @ 12:53 pm
Ou muito me engano, ou os liberais e afins sempre estiveram contra o Estado Novo e contribuiram para a destruição do Império…Creio que os Liberais nunca foram, são ou serão de “Direita” à “Portuguesa” pelo menos, hoje, cheira-me que seja certa moda e onda do politicamente correcto, ser-se “liberal e tal”, para assim poderem sobreviver em vários tabuleiros, jogando nas esferas que a esquerda permite e assim, de vez em quando poderem-se empoleirar em galo. Pois…são as oportunidades que não se podem perder… pela oportunidade faz o …? Oportun…Situacionista. Em Portugal é o que não faltam.
Comentário por Vitório Rosário Cardoso — Dezembro 28, 2006 @ 2:07 pm
[...] Vitório Rosário Cardoso, em comentário a este post, escreve, aparentemente em tom crítico, que os liberais “sempre estiveram contra o Estado Novo e contribuiram para a destruição do Império”. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Os liberais e a “Direita à Portuguesa” — Dezembro 30, 2006 @ 5:28 pm
[...] Isto, claro, sem querer comparar com a aflição que certamente se sente por outras bandas numa altura em que já não há opções confortáveis: A presença de Salazar na lista de finalistas da votação “Grandes Portugueses” vai levantar um série de dilemas interessantes a quem comanda a RTP. Vale a pena recordar que Salazar não constava inicialmente da extensa “lista de sugestões” apresentada e que a gritante omissão só foi corrigida depois de ter gerado alguma controvérsia pública. Sendo certo que o incómodo do regime pós 25 de Abril com a figura de Salazar é ainda (ou cada vez mais?) notório, a verdade é que os vários desenvolvimentos relativos à votação apontam para que a margem de manobra existente pode ser mais limitada do que à primeira vista poderia ser de supôr. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » O Pior Português de Sempre (6) — Janeiro 11, 2007 @ 1:39 am
[...] Leituras recomendadas: Os grandes portugueses (2): RTP com medo de Salazar?; Os grandes portugueses (4): Menos mal; Salazar no Top 10 dos “Grandes Portugueses”: nunca fiando…. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Grandes Portugueses — Janeiro 14, 2007 @ 12:41 am
[...] Leitura complementar: Os grandes portugueses (2): RTP com medo de Salazar?; Os grandes portugueses (4): Menos mal; Salazar no Top 10 dos “Grandes Portugueses”: nunca fiando…. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Grandes Portugueses: resultados inconvenientes — Janeiro 15, 2007 @ 12:12 am
não há dúvida que SALAZAR foi um grande HOMEM um grande português, não daria muito, mas não tirava nada, não era corrupto, vivia só com o seu salário e não tinha cartão de crédito do Estado, ele viveu apenas para o País e para o seu engrandecimento e nos salvou da bancarrota. VIVA SALAZAR!
Comentário por nana — Maio 17, 2008 @ 1:35 am