E, já que vem a talhe de foice, obviamente que não considero a Defesa como uma das nossas prioridades de primeira linha no actual momento.
- João Morgado Fernandes
Não acontece frequentemente, mas no que respeita à Defesa, concordo com uma grande parte do que escreveu Rui Cerdeira Branco.
A condição militar tem reais especificidades, algumas das quais devem ser reflectidas no pacote remuneratório e de benefícios associado quer aos contratados quer (com as devidas adaptações) aos quadros permanentes. Tentar estabelecer uma equivalência entre a situação dos militares e a generalidade das falsas especificidades reclamadas exclusivamente com base em corporativismos mal disfarçados é demagógico e, em alguns casos, mesmo desonesto.
Não devem, naturalmente, ser ignoradas nem a influência nefasta que as pressões corporativistas podem exercer no caso dos militares nem a necessidade de racionalizar custos e estruturas também na área da Defesa. É certo também que alguns militares, ao deixarem-se manipular como instrumento de agitação social da extrema-esquerda, em nada contribuem para dar força a eventuais justas reivindicações que tenham nem para a dignificação das Forças Armadas. Mas nenhum destes factores pode legitimar que a Defesa seja em algum momento relegada para a “segunda linha” das prioridades ou o descalabro de gestão e desorientação estratégica que se instalou nas Forças Armadas em larga medida por responsabilidade do poder político.
No fundo, a sucessão de tristes episódios na área da Defesa a que vimos assistindo em Portugal ao longo dos últimos tempos constituem mais um exemplo de como um Estado social que tenta exercer o seu intervencionismo por quase todas as áreas acaba por negligenciar as suas funções vitais.
[...] Pode a Defesa ser uma “prioridade de segunda linha”? pergunta André Azevedo Alves n’O Insurgente. Recomenda-se a leitura integral e, apesar das alfinetadas ao Estado Social, também concordo que a Defesa é precisamente a área da organização social que tem de ser responsabilidade exclusiva e integral do Estado, logo uma inevitável prioridade de primeira linha. Como escreve o André: [...]
Pingback por Adufe 3.0 :: Quando os “extremos” se tocam :: December :: 2006 — Dezembro 3, 2006 @ 10:03 am
Os partidos políticos deviam deixar de recrutar e manipular dentro das Forças Armadas.Está na Lei mas não é cumprido.Expurguem os elementos conotados politicamente!
Comentário por RACIONAL — Dezembro 3, 2006 @ 4:09 pm
[...] Leitura complementar: Pode a Defesa ser uma “prioridade de segunda linha”? [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Pode a Defesa ser uma “prioridade de segunda linha”? (2) — Dezembro 3, 2006 @ 4:46 pm